Quando te vi na rua Abandonado, com pele nua Pensei comigo Quanta injustiça Nesta sua via, amigo Sem família, sem amparo Pela vida afora Es...

Meninos de Rua

Quando te vi na rua
Abandonado, com pele nua
Pensei comigo
Quanta injustiça
Nesta sua via, amigo

Sem família, sem amparo
Pela vida afora
Esperas em vão, meu caro
Por uma mão amiga
E a sociedade só te explora

Na rua tudo vê
Drogas, bêbados, violência
E nenhuma chance pra você
E lá se foi sua inocência
Esperas criança, espera...

Tão menino, tão adulto
Sem esperança para vencer
Embaixo do viaduto
Passa fome, cheira cola
Enfrenta tudo para viver

Quando dorme escondido
Sonha com castelos encantados
Acorda na realidade
Com seus sonhos acabados
Mas não se dá por vencido

Sociedade maldita
É o que pensas todo dia
Em sua mente aflita
Vai morrendo a esperança
Nasce então a agonia

Come restos de comida
Nos restaurantes e becos
Ninguém te enxerga a ferida
Nos dias de frio seco
Ainda espera a mão amiga

(*) Escrito em 1993, quando o autor tinha 12 anos.

1 comentários:

Fábio disse...

Oi Everton
Parabéns pelo blog. Venho a este espaço para dizer que você cometeu um equivoco ao comentar na ágora sobre a Sabesp, em Marília é departamento de água e esgoto municipal não pertencendo à estatal em si. Mas concordo que ela é a maior poluidora da região. Um abraço.

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