Depois da experiência em outro blog, volto para meu espaço. Sejam bem vindos também!

Vorti....

Depois da experiência em outro blog, volto para meu espaço. Sejam bem vindos também!

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“O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle”, Paulo Francis. Na tarde de sexta-feira, 20, uma estudante de ape...

Apenas três suspeitas... Será?

“O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle”, Paulo Francis.

Na tarde de sexta-feira, 20, uma estudante de apenas 19 anos foi internada na UTI da Santa Casa de Adamantina com suspeita de Gripe A (H1N1).

Este seria o terceiro caso suspeito na cidade: um homem de 57 anos estava internado, mas seu estado clínico melhorou e uma mulher de 36 anos faleceu na última semana. Duvido que estes sejam os únicos casos suspeitos em Adamantina.

A segunda suspeita, só foi noticiada após a primeira morte. Apesar da insistência da imprensa em obter informações e alertar à comunidade – ainda mais – sobre a doença. Mesmo assim, as autoridades locais “lavaram as mãos” e permitiram eventos públicos com grande aglomeração de adolescentes.

Não podemos parar de viver, é obvio, no entanto, como dizia minha avó “caldo de galinha e precaução não fazem mal a ninguém”. Enquanto isso, autoridades de Osvaldo Cruz – mesmo equivocadas – divulgaram um ‘pseudo-caso-confirmado’ e alertaram a população. Dias após, identificaram um ruído de comunicação e corrigiram a informação.

Aqui, a ‘cortina de fumaça’ continua. No jogo de bastidores, a população é prejudicada pelo ‘medo’ de divulgar e pela presteza em ‘omitir’.

Há algum tempo, atuava em um jornal de Adamantina quando noticiei o pior índice de mortalidade infantil da história da cidade, dados assustadores, semelhantes aos encontrados em países da África... Eram dados oficiais, porém, muitos ‘poderosos’ ficaram raivosos com a divulgação de tal informação.

Depois disso, senti na pele ou nas páginas, como preferir, o poder do controle da informação. Naquela época, buscava todos os dias da semana obter uma única informação, entretanto, apenas um jornal a conseguia.

Estava instaurado o novo sistema de direcionamento e manipulação. Antes, atuavam como censores nas redações, agrediam psicologicamente, agora, controlam a informação e a direcionam como querem e a quem preferem.

A informação saía das “salas brancas” direto para as páginas do ‘jornal escolhido’. Nenhum questionamento, nenhuma vírgula alterada, nada. Apenas o nome do autor era alterado (pra não dar na cara, é lógico!). E, apesar da “orientação expressa”, a assessoria de imprensa, muitas vezes, lia a matéria depois de publicada ou se curvava à grosseria do ‘poderosão’.

Sei disso porque, durante este processo de controle de informação, trabalhei no ‘jornal escolhido’ e presenciei esta atrocidade. O jornal não tem culpa, afinal todo veículo de comunicação luta para ter exclusividade. A grande mídia até paga!

Dito isso, somente um fato poderá sanar minhas dúvidas quanto ao número de casos suspeitos de Gripe A (H1N1) em Adamantina: analisar o registro de distribuição de medicamentos à base de Oseltamivir (Tamiflu). Caso contrário – com dos fatos citados acima – duvido!!!!!


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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“A sociedade que aceita qualquer jornalismo não merece jornalismo melhor” (Alberto Dines) A não obrigatoriedade do diploma de jornalista ...

Um crime contra a sociedade.

“A sociedade que aceita qualquer jornalismo não
merece jornalismo melhor” (Alberto Dines)


A não obrigatoriedade do diploma de jornalista é um retrocesso de 40 anos. Oito débeis, prejudicaram a profissão exercida por 80 mil profissionais e decidiram pela informação sem qualidade.

Mas não são os jornalistas os principais prejudicados. A sociedade terá uma imprensa fraca, sem aprofundamento, produzida de acordo com os interesses dos “donos da mídia”.

A ética profissional, que já estava sendo deixada em segundo plano com a atuação de precários mal intencionados está fadada ao esquecimento.

É um absurdo. O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, foi um boçal ao comparar a profissão de jornalista com a de um cozinheiro. Ele disse não haver necessidade de formação em culinária para fazer uma boa refeição. Isso não ocorreria se ele deixasse suas mordomias de lado e comesse um “churrasquinho de esquina” em São Paulo, mas o entendido ministro continuará frequentando restaurantes franceses, não é mesmo?

Todas as profissões merecem respeito. Para atuar em qualquer área é necessário conhecimento, prática, experiência, estudo...

Ao defender o interesse dos grandes grupos corporativos da mídia, que ganham com a manipulação da informação e de pessoas despreparadas, Mendes é realmente um “coronel”.

Quem é Gilmar Mendes para afirmar que jornalista sem ética não pode provocar prejuízo à sociedade? Um tal de Noam Chomsky disse certa vez “a imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro” e outro cidadão, um tal de Getúlio Vargas, afirmou “a imprensa não ganha eleição. Mas ajuda a perder”.

Concordo com as declarações do Ministro Joaquim Barbosa. Ele também não pode tratar os jornalistas como trata seus “capangas”.

Outro ponto muito questionado no julgamento é a atuação de grandes jornalistas não diplomados e muitos foram citados... todavia, Rui Barbosa foi um dos maiores juristas brasileiros. Ele fez o curso de Direito? Não!

Cursei duas faculdades e nenhumas das profissões são regulamentadas. Mesmo assim, continuarei lutando contra as “forças ocultas” que tentam dominar e manipular as notícias e a população.

Como disse Ulisses de Souza, editor do Jornal Oeste Notícias, de Presidente Prudente (www.blogdoulisses.com.br), “...urubus togados cassaram meu diploma. Que os diplomas deles sirvam para fazer uma fogueira a fim de assar suas consciências nos quintos do inferno”.

Posso ser um dos 80 mil órfãos de diploma, mas não de ideologia. A luta continua!


Everton Santos é Publicitário e Jornalista DIPLOMADO

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“Os assassinos estão livres Nós não estamos... Vamos sair! Mas não temos mais dinheiro Os meus amigos todos Estão, procurando emprego...” (...

Não pago mais ninguém!

“Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...”

(Renato Russo - Teatro Dos Vampiros)


Como não sou fã de música sertaneja, na noite de sexta-feira aproveitei para zapear um pouco entre os principais programas jornalísticos da tv brasileira (os que prestam, é claro!) e fiquei estarrecido com o comentário feito por Bóris Casoy no Jornal da Noite da Band sobre a Emenda dos Precatórios.


Antes de falar sobre outra ação mesquinha de nossos políticos, pergunto a você leitor: Quando atrasamos uma conta, um tributo, imposto, taxa (e outras denominações utilizadas para roubar nosso dinheiro) temos que pagar juros, não é mesmo? E, se demorarmos muito até corremos o risco de termos nosso nome inserido nos cadastros do SPC.

Pois bem, no Brasil, o governo paga o que quer, quando quer... isso quando paga. Agora estão tentando legalizar o calote!

Na última semana, o Senado aprovou – em mais uma das votações-relâmpago – emenda à Constituição com regras que tornam mais difícil ao cidadão receber as dívidas, os chamados precatórios. E você sabe quem foram os grandes lobbystas, que batalharam por essa e outras mudanças? Serra e Kassab.

Diante destes fatos, Casoy diria “Isso é uma vergonha!”, no entanto ele foi além e comprarou os políticos acima com vampiros. Isso mesmo, sanguessugas. Quando vociferava, em rede nacional, que Serra e Kassab tentavam sugar o sangue (e o dinheiro) do povo brasileiro apareceu uma cômica imagem dos representantes do Estado de São Paulo e da capital paulista com dentes ensanguentados.

Mas Bóris Casoy não estava se referindo à aparência de Serra e Kassab. Ele falava sobre a péssima atitude de ambos em apoiar uma proposta absurda, contrária aos interesses do Estado Democrático. Ele ainda alertou: “Que investidor vai apostar em um país que legaliza o calote. Que, por lei, pode não pagar este ou aquele?”


Estranho ver Kassab, eleito pelo DEM (ou demo, se preferir), um partido que se diz contra a “opressão” do Estado e Serra, virtual-sério-real-candidato-a-presidência, adotando tal medida.

Com mais essa baixaria, nossos políticos estão dizendo à sociedade “não pago mais ninguém!” ou pago quem aceitar menos. E agora cidadão, você sabe o que significa precatório?

Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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“Democracia quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo” (Oscar Wilde) Estava frio, mas a noite de quarta-feira...

O clima esquentou...

“Democracia quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo” (Oscar Wilde)



Estava frio, mas a noite de quarta-feira esquentou. Incoerência? Não. Até parecia mais uma noite qualquer, mas a quarta-feira foi peculiarmente diferente.

Tudo bem que a participação popular em mais uma Audiência Pública foi abaixo do esperado – ou dentro do esperado para os abelhudos – mas a Audiência Pública sobre o Plano de Saneamento Básico de Adamantina fez do anfiteatro da Biblioteca o lugar mais “quente” da cidade.

Muito debate, discussão, críticas, ironias... Sobraram alfinetadas para todos os lados. “Não acredito nesse circo aí”, bradou um cidadão. Outro até questionou a falta de números, valores, custos: “Então, se eu quiser posso apresentar o plano de construção de uma nave espacial?”.

E tudo isso foi bom. Sim, venceu a democracia! Pela primeira vez em muito tempo, uma reunião popular foi tão produtiva. Com participação efetiva e muitos questionamentos. Pelo menos depois desta oportunidade, a pequena parcela da população que participa das audiências já sabe: é possível questionar.

O debate, muitas vezes ríspido, de certa maneira foi produtivo, contribuiu para a melhoria do “estudo” apresentado. O Plano Municipal de Saneamento Básico é o primeiro passo para uma gestão ambiental coerente em nossa cidade. Se é exequível ou não é outra história...

Demorou, mas o principal desafio da comunidade adamantinense voltou à pauta de discussões. Os verdadeiros cidadãos não podem se furtar a este importante debate!

Não podemos permitir que nossa cidade seja refém, desta ou daquela empresa. Ou assumimos o controle e determinamos quais são as regras, ou veremos outra empresa “defecar” em nossos rios nos próximos 30 anos...


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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“A política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas” (Alfred de Musset) “Escola sim, presídio não”, “Salário...

Ele também está se lixando...

“A política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas” (Alfred de Musset)


“Escola sim, presídio não”, “Salário é solução, bônus enganação”, essas foram algumas das frases “disparadas” por manifestantes durante discurso do governador José Serra em Presidente Prudente, na última sexta-feira.

Poderia ser até prelúdio de que a população está mais consciente de seus direitos, mas não é! Esta foi apenas mais uma mainifestação realizada por professores, classe unida e sábia. Eles sim sabem cobrar e reconhecem a falta de responsabilidade dos políticos...

Craque em despistar a opinião pública e mudar de assunto, Serra até tentou e disse que é a primeira vez que vê pessoas não gostarem de hospitais ou não se preocuparem com a saúde. O governador e candidato à presidência, assim como Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele mesmo que estava se lixando para a opinião pública, o bicudo disse não se importar para o quê os manifestantes estavam gritando.

Serra ainda acredita que a população é burra. Quando questiona se os manifestantes não gostam de hospitais ou não se preocupam com a saúde, o “estadista” comete grave equívoco... A aquisição do tal hospital regional está recheada de pormenores. O prédio foi comprado de um grupo político aliado, por um preço discutível - o hospital de investimentos –, enfim, a melhora saúde não depende de prédios e sim de melhor remuneração e melhores condições de trabalho.

O ex-ministro da saúde deveria saber disso, mas parece que a campanha política de 2010 já provoca estresse e amnésia no bicudo. Dias atrás, o “economista” e hipocondríaco que já ocupou o cargo de Ministro da Saúde no governo FHC, disse que a Gripe Suína – hoje denominada Gripe A H1N1 – era transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando os animais espirram e, portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum.

Rebatendo as críticas, Serra anunciou mais investimentos. Afirmou a presença do Estado, mas esqueceu de mencionar que grande parte dos “recursos destinados” serão aplicados na área de saneamento - via Sabesp - e são obrigação, já que a empresa de estatal, de economia mista, cobrou para explorar os serviços de saneamento sem a estrutura necessária.

Sobre os presídios instalados como presentes no Oeste Paulista, Serra nada declarou. A retirada dos presos da porta de sua casa, na capital, e o despejo destes no interior paulista é tratado pelo alto escalão do tucanato como questão de segurança pública. Pena que o mesmo tratamento não seja dado às pequenas cidades interioranas, carentes de estrutura, de armamento, de policiais, de saúde, de emprego...

Com esta visão “humanista” Serra é candidato à presidência da República. Como diria o célebre John Kenneth Galbraith “nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”. E depois dizem que a opinião pública é a culpada por perseguir e criticar os coitados dos políticos!


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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"A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro". ( Gabriel Garcia Márquez , escritor, na revista...

Jornalismo exige ética e cuidado

"A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro". (Gabriel Garcia Márquez, escritor, na revista Caros Amigos).


Estava lendo um jornal de Adamantina dias atrás e fiquei preocupado com o direcionamento dado a uma matéria. O “provável responsável” por um acidente automobilístico havia sido identificado e tratado como sendo um assassino.

“Mas tudo indica que ele foi o culpado”, diriam os mais desatentos. Mas a situação é extremamente delicada e merece maior responsabilidade em sua divulgação.

Alguns fatos enfrentados durante minha atuação jornalística e até mesmo pessoal vieram à tona. Primeiro que a própria definição de acidente é isenta de autoria ou existe alguém, exceto homicida, que quer bater um carro?

O motorista “acusado” não estava bêbado e estava com cinto. Sua postura estava correta. Não havia motivo para ser execrado pelo autor da matéria, que aliás não é jornalista...

Além disso, há um detalhe muito importante a ser observado. Todo cidadão é inocente até que se prove o contrário (vide Constituição Federal). Esta é a famosa presunção de inocência.

Na prática isso não funciona. Basta consultar um advogado criminalista, por exemplo. São muitos os casos de pessoas presas em “em flagrante” ou processadas indevidamente. E, pasmem, apesar da Carta Magna, elas são obrigadas a “provar sua inocência”.

Quando não conseguem são condenadas. Na verdade, até mesmo quando provam são condenados. Lembram-se do caso da Escola de Base? O despreparo de uma mãe provocou o definhamento de uma família de inocentes...

Mas, voltando ao caso acima... O jornalista foi ético em identificar o “autor”? Atenha-se a um detalhe importante: não houve investigação, prova ou processo formal.

Os leitores podem até questionar a relevância das informações. A liberdade de expressão é garantida e não há cesura no Brasil... Mas qual há necessidade de citar o nome do cidadão? Não é suficiente informar as iniciais do motorista envolvido em um acidente ou, em outro caso, de um jovem acusado de roubar um idoso, com um revólver em punho?

Depois da perícia, da apresentação de provas que corroborem a inocência dos “acusados”, será dado o mesmo espaço: primeira página, com foto? Não seria melhor adotar o critério da presunção de inocência, mesmo que tudo indique o contrário naquele momento.

Em casos específicos, como o de ocupantes de função pública, a situação é extremamente contrária. Este cidadão tem obrigação de prestar esclarecimentos e sua conduta é pública enquanto estiver ocupando o cargo eletivo, por exemplo. Mesmo assim, é necessário destacar se há uma denúncia, uma condenação, se cabe recurso...

A imprensa é o principal aliado do cidadão ao denunciar as atrocidades, os desmandos e irresponsabilidades. Isso a confere credibilidade, mas exige ainda mais cautela e ética. Não basta apontar o dedo para este ou aquele, colocar uma foto enorme e (pré)julgar. Esta função é do Judiciário.

Reflita leitor. Pense antes de criticar um profissional que age com ética ao colocar somente iniciais de um cidadão (independentemente de classe social) vítima de uma fatalidade, de um acidente ou acusado por algum crime/delito. Afinal, um dia você pode estar em uma destas situações...
Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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“A desordem é sinal de ausência de autoridade” (S. Atanásio, Contra os Pagãos - Textos Cristãos) “Tolerar a desordem é conseqüência de uma ...

Desordem e falta da ação!

“A desordem é sinal de ausência de autoridade” (S. Atanásio, Contra os Pagãos - Textos Cristãos)
“Tolerar a desordem é conseqüência de uma educação falha” (Pensamento rabínico - Textos Judaicos)

É um absurdo a falta de respeito para com os cidadãos que pagam seus impostos e não têm sequer tranquilidade. Não há como negar a melhora de muitos indicadores, no entanto, falhas constantes continuam – apesar dos diversos alertas – e a falta de coragem de uns prejudica aos demais.


Na última sexta-feira (17.04), uma cobra coral – essa sim verdadeira – foi encontrada dentro de uma residência. Este incidente, assim como outros, poderia ser evitado, mas a falta de ação promove desordem e indignação.


Em fevereiro de 2008 a especulação imobiliária motivou-me a elaborar matéria jornalística, alertando as autoridades sobre o desrespeito aos cidadãos e a falta de planejamento das autoridades para coibir abusos. Nada foi feito!


Terrenos continuam sendo utilizados como plantação disso e daquilo à espera de ofertas vantajosas para os especuladores e em prejuízo daqueles que, realmente, investiram e acreditaram em Adamantina, construindo suas residências.


A especulação imobiliária - processo crescente e ainda sem solução em Adamantina – não atinge somente os bairros, mas também é presente na região central da cidade. A alta procura para locação de imóveis têm proporcionado o aparecimento de novos loteamentos e condomínios, em alguns casos construídos de forma ilegal e não-planejada.


Em alguns bairros recentemente criados, um só cidadão possui mais de três terrenos, até hoje desocupados. Alguns destes terrenos são utilizados para o plantio de milho, feijão e outras culturas.


Os terrenos já obtiveram 100% de valorização em algumas situações, porém, os investimentos não acompanharam o mesmo índice e os moradores que já construíram ou iniciaram as obras se sentem lesados.


Existe até lei municipal prevendo a limpeza dos terrenos, mas sua execução é lenta e ineficiente. Falta de fiscalização, de ação ou coragem?


Mas não basta limpar. Há necessidade de uma política planejada de ocupação urbana, com ferramentas punitivas para os especuladores, como a aplicação do IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano) de maneira gradual, com aumentos programados para os terrenos desocupados por um determinado período.


Regras foram estabelecidas para frear a aprovação indiscriminada de novos loteamentos. Parabéns aos legisladores. Mas, a especulação continua...


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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“Em política, o que começa com o medo acaba, geralmente, com a loucura” (Samuel Taylor Coleridge) Ao tentar explicar a relação entre a lou...

Todos estão loucos!

“Em política, o que começa com o medo acaba, geralmente, com a loucura” (Samuel Taylor Coleridge)


Ao tentar explicar a relação entre a loucura e autoritariedade da ação política – ou a falta dela – o poeta, crítico e ensaista inglês Samuel Taylor Coleridge revela importante questionamento: O medo de agir/solucionar assuntos delicados devem ser superados?

A crise econômica é um exemplo deste dilema. O conceituado Fundo Monetário Internacional (FMI), respeitado internacionalmente por gerir a política financeira dos países em desenvolvimento, ditou regras, estabeleceu prazos, cobrou ação dos emergentes, em contrapartida, foi negligente quanto aos “poderosos”.

A gestão de crises foi uma das marcas deste órgão internacional. O mercado financeiro balançou na crise dos Tigres Asiáticos (1997) e da Rússia (1998), na crise do Japão (2003) e no fim da bolha das empresas .com nos EUA (2002). Mas nada comparado à grande recessão iniciada em Wall Street entre 1929-1932 e a crise atual.

Omissão. Essa é a palavra chave para definir a razão do temor nas bolsas, da drástica redução dos postos de trabalho, da concessão indiscriminada de crédito...

Mas as lições de Coleridge não se restringem apenas ao cenário econômico. Podem ser aplicadas em outros setores como a falta de planejamento e coragem na discussão de assuntos de extrema relevância para a comunidade.

Para se ter uma idéia, contratos são prorrogados não para proporcionar tempo para estudos. Os prazos de término de concessões, por exemplo, já estavam estabelecidos. Faltou planejamento e até mesmo coragem para enfrentar as situações difíceis.

Em outros casos, os políticos se contradizem e demonstram falta de coragem. Intervenções são realizadas para sanar dívidas e irregularidades em algumas entidades, enquanto outras convivem com dívidas, desmandos, roubo...

Discursos foram esquecidos por conveniência. As irregularidades daqueles que antes ocupavam o “poder” foram ocultas em gavetas empoeiradas e nunca mostradas ao povo, como prometido.

Cargos foram distribuídos sem critério, atendendo apenas a interesses políticos e mesmo com a insatisfação de diversos setores, o medo político demonstrou-se presente várias vezes.

Mas a festa continua... Algumas, particulares, com auxílio de recursos públicos, outras apenas com público, mas sem recursos. Muitos disseram que quando a ambição é grande até o Milionário vira José “Pobre”, mas loucos ou incoerentes são aqueles que acreditam na bondade dos que utilizam “dinheiro de tolo” para festas e buffet´s.

As notas frias podem esquentar! Basta, mais uma vez, coragem e vontade política para intervir, para assumir o controle das crises e retirar a venda que tentam colocar em nossos olhos.

Talvez assim consigamos contrariar Napoleão Bonaparte e alcançar a sensatez, aprendendo com as loucuras alheias.

Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

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Fui convidado a conceder uma entrevista ao Whohub. O site é um diretório de entrevistas a profissionais da comunicação, as artes, a tecnolo...

Entrevista

Fui convidado a conceder uma entrevista ao Whohub.

O site é um diretório de entrevistas a profissionais da comunicação, as artes, a tecnologia, o marketing, e em geral qualquer atividade com um componente criativo.

Confira:
http://www.whohub.com/tom

O objetivo do Whohub é desenvolver uma rede social entre pessoas de profissões criativas, baseada em sua capacidade de auto-expressão e colaboração.

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Ventava frio, estava tarde, mas nada impediu o encontro de dois amigos em um ´buteco´ de esquina em uma noite qualquer. João e Emanuel não s...

Diferenças...

Ventava frio, estava tarde, mas nada impediu o encontro de dois amigos em um ´buteco´ de esquina em uma noite qualquer. João e Emanuel não se encontravam em decorrência dos estudos de Emanuel.

Filho de família tradicional, fora estudar em uma cidade maior, onde fez cursinho para ingressar em uma faculdade, enquanto o humilde João – um pouco mais novo – sempre estudou em escola pública, mas dedicou-se aos estudos como única forma de escapar da violência que o cercava.

Passava das 2 da manhã e duas caixas de cerveja já haviam se esgotado, mas, nem mesmo o cheiro desagradável provocado por uma indústria tirou o animo da amigável conversa:

- Me conta Emanuel, quais seus planos? Pretende ingressar em uma faculdade?

- Sim João. Vou fazer qualquer curso, por aqui mesmo.

Surpreso com a resposta do amigo rico, João disparou: - Mas você sempre teve oportunidades. Fez cursinho. Não vai para universidade pública? Eu vou!

- Não. Isso é besteira. Vou ficar por aqui mesmo. Outro dia deixei cair minha identidade na frente daquela faculdade e fui aprovado no quinto vestibular... hahaha.

Não acreditando naquelas palavras, João citou diversas vantagens de um estudo sério, em uma instituição de credibilidade, com regras rígidas, docentes qualificados e sem custos.

Emanuel, como sempre, ironizou o amigo: - Você deve estar de brincadeira. Aqui tenho tudo de que preciso. Meus pais são influentes e não vou pagar a faculdade. Além disso, os professores não exigem muito. Posso passar de ano tranquilamente com um trabalhinho aqui e outro ali... não conheço um só que foi reprovado. E mais, alguns professores estão mais interessados em sair com as alunas do que ministrar aulas. Dia desses vi o caderno de uma amiga e a única coisa que tinha escrito era o e-mail e telefone de um professor... rsrsrsrs.

Chateado com a falta de consideração ao investimento feito pelos pais de Emanuel, João relata ter sido aprovado no melhor vestibular do país, para um dos cursos mais disputados.

- Já estou até procurando uma república. Mas é tudo muito caro.

- Você e suas ideologias! Faz faculdade aqui mesmo... depois que terminar o curso consegue uma vaga como professor. Só toma cuidado pra não engravidar uma aluna... isso também aconteceu aqui.

- Como? Está louco. – interrompeu João.

- Sim. Aqui as coisas se ajeitam. Teve até um caso em que a pessoa nem era graduada e estava dando aulas. Meu pai pode conversar com um dos “poderosos” e arrumar uma vaga pra você.

- Não. Isso não aceito. Acho que já bebeu demais. Vamos parar por aqui. Isso nunca aconteceria.

- Claro que acontece. A pessoa nem precisa ser muito influente. Basta ter um cargo, mesmo que não esteja ocupando, e está tudo certo.

João levantou da cadeira e despediu-se do amigo, extremamente aborrecido com aquilo que ouvira... Meses depois, no recesso escolar os amigos se esbarram em uma festa e como era de costume, aproveitaram a oportunidade para colocar a conversa em dia.

Emanuel, por pressão dos pais estava estudando medicina em uma faculdade da região – o pai conseguiu-lhe uma vaga entre os aprovados no vestibular –. Estava contente com as festas e facilidade encontrada. João, como sempre humilde, disse que sua família não havia conseguido arcar com os custos da faculdade e ele estava estudando em sua pacata cidade.

Os amigos se encontraram outras vezes durante as férias, mas foram afastados por suas profissões.

Dez anos depois, se encontraram no casamento de Raphaela, irmã de Emanuel. Dedicado, João assumiu a presidência de uma multinacional, casado, com dois filhos – um deles adotado – ficou surpreso ao saber que Emanuel estava desempregado e não podia exercer sua profissão por decisão do Conselho Regional de Medicina. Apesar das diferenças, continuam amigos.

* Este é um texto fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Éverton Santos é diplomado em jornalismo e publicidade e propaganda

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O conceito de liberdade de expressão, previsto constitucionalmente é distorcido pelos “donos do poder” constantemente, principalmente nos úl...

Liberdade de expressão X censura

O conceito de liberdade de expressão, previsto constitucionalmente é distorcido pelos “donos do poder” constantemente, principalmente nos últimos anos. O direito, resguardado pela Carta Magna, está sendo utilizado – por muitos – como arma maligna e deixado de lado por tantos outros.

No interior, longe dos holofotes, os trabalhadores são praticamente obrigados a conviverem com o não profissionalismo e, quando buscam o diferente, são perseguidos, excluídos e até mesmo chamados subjetivamente, é claro, de “anti-milicianos”. Mas não podemos esquecer: vivemos em uma sociedade democrática e todos posicionamentos devem ser respeitados, mesmo que não aceitos!

A sociedade não pode permitir que seus direitos sejam camuflados e submetidos ao crivo dos poderosos. O “coronelismo” existe aqui e acolá, todavia, a democracia proporciona possibilidades irrestritas... basta participar, discutir, colaborar e denunciar. Sim! Estas atitudes fazem parte do cotidiano de um cidadão consciente.

Muitos cidadãos são coagidos a ocultar suas idéias, pensamentos e ideais de liberdade ou a pensar sem dizer. A criticidade não é permitida e os poderosos acreditam-se maiores que a nossa constituição.

Vejam só. Meses atrás, convidaram-me para uma reunião... mas o convite não foi um presente... Apesar de não ter enfrentado os sombrios porões da ditadura e as torturas impostas aos opositores do regime militar, senti que a situação não era tão convidativa, tão atraente.

O “comandante”, demonstrando sua completa empáfia, quis me coagir. Queria que revelasse uma informação sigilosa, obtida após intenso trabalho investigativo. Resisti... mas as ameaças e tentativa de intimidação ao exercício profissional continuam ecoando em mim.

Mesmo quando procuramos proporcionar espaço para contestações e versões contrárias, aqueles que outrora defendera a imprensa iniciam um movimento de repressão. No interior, muitas informações não são divulgadas, não por medo da imprensa [como cobrava um e-mail que respondi outro dia], mas pela omissão de muitas das fontes oficiais e o contínuo desrespeito para com a mídia local e regional.

É triste, mas é a realidade. Os profissionais da imprensa não são valorizados e os “poderosos” continuam sendo idolatrados, mesmo com os desmandos e chantagens... Ainda bem que temos direitos...


Éverton Santos é diplomado em jornalismo e publicidade e propaganda

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“Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato” (Mario Prata) Contradição? Incoerência? Não! O improváve...

O provável improvável

“Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato” (Mario Prata)


Contradição? Incoerência? Não! O improvável, em Adamantina, pode ser provável.

Ainda em 2008, uma ríspida discussão sobre a abertura do comércio aos domingos foi instaurada após manifestação de empresários. Muitos foram contra. Utilizaram de seus “poderes” e propagaram ideias – naquela época com acentuação – que a medida prejudicaria os pequenos empresários.

Das tribunas, incitaram a opinião pública e impediram a regulamentação que permitiria o direito de abertura. Mas, onde estavam as vozes do povo quando uma grande rede funcionou – solitária – aos domingos?

Improvável, mais uma vez, provável. A empresa beneficiada conseguiu autorização deste e daquele, contou com a cegueira de outros e reinou absoluta em prejuízo aos empresários locais.

Outro caso intrigante está relacionado a uma grande festa. Um evento com ótima finalidade, mas encoberto por colunas de ferro pintadas de “má intenção”. O alerta foi dado. Muitos acreditaram. Outros não. O “beneficiário”, ciente, vendou-se e dissimulou.

A festa foi um sucesso, mas, desta vez o provável não foi superado pelo improvável e o único beneficiado não foi quem de direito e muitas dúvidas ainda persistem.

Na dança das cadeiras, a busca pelo assento central foi intensa. Telefonemas, acordos, pressão... tudo ocorreu como previsto até o resultado: improvável. Aqueles que se apregoavam vencedores falharam enquanto outros comemoravam.

Em 2009, fatos importantes para o futuro da Cidade Joia estarão em pauta, mas espera-se que os resultados não sejam tão improváveis quanto os relatados acima. Que as promessas sejam cumpridas, as amizades não superem, sobremaneira, a competência. Resta aguardar e torcer para que a jiboia – agora sem acento – não se transforme em falsa coral, como a maioria de nossos políticos.

Como disse Richard Bach, escritor americano, “coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA. (...) Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. (...) Uma pequena mudança hoje pode acarretar-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que têm a coragem de mudar, mas essas recompensas acham-se ocultas pelo tempo”.


Everton Santos é publicitário e jornalista em Adamantina

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