“O diploma não fere o livre exercício de expressão. Assim   como a exigência de CNH não impede o direito de ir e vir”. Depois de mu...

O retorno...

“O diploma não fere o livre exercício de expressão. Assim
 como a exigência de CNH não impede o direito de ir e vir”.

Depois de muito tempo, discussão e julgamentos errôneos um dos temais contemporâneos mais polêmicos volta à tona: a obrigatoriedade ou não do diploma para jornalistas. Nesta semana o Senado aprovou uma proposta de emenda à constituição exigindo o diploma, decisão contaria à adotada pelo STF.
Realmente o tema é polêmico e merece a atenção da sociedade. O julgamento do STF demonstrou a falta de conhecimento da “Alta Corte” em assuntos técnicos/específicos. Os argumentos utilizados foram falhos e o prejuízo grande.
Diploma, por si só, não transforma um cidadão em jornalista, entretanto, o ensino das técnicas e diretrizes éticas são fundamentais. A ética profissional, que já estava sendo deixada em segundo plano com a atuação de precários estava fadada ao esquecimento. Agora há sinal de esperança.
Os jornalistas merecem respeito. Não há como exigir um bom jornalismo com a atuação de qualquer um, vindo de qualquer lugar, com qualquer formação atuam com salários baixos e carga horária inacreditável, sob pressão de muitos - inclusive de empresários interessados na estratégia política e capitalista. As redações devem ser valorizadas e fiscalizadas para impedir violações aos direitos da sociedade, principalmente o de receber informação de qualidade.
A não obrigatoriedade do diploma de jornalista é um retrocesso de 40 anos, que prejudica a profissão exercida por 80 mil profissionais. O diploma não fere o livre exercício de expressão. Assim como a exigência de CNH não impede o direito de ir e vir.

Caso essa decisão seja sancionada, a sociedade será beneficiada com jornalistas preparados e com uma imprensa fortalecida. Ademais, os jornalistas deixarão de citar o “profissional diplomado”, que mais parece desculpa de "curinthianu" com aquele blá blá blá de “campeão oficial Fifa”, mesmo sem participar da Libertadores...

0 comentários:

“Condutas arbitrárias e ditatoriais não podem ser justificadas pela existência de opiniões contrárias”, (acho que é de minha autoria). ...

Muitos Brasis... (*)

“Condutas arbitrárias e ditatoriais não podem ser justificadas pela
existência
de opiniões contrárias”, (acho que é de minha autoria).

O tempo chuvoso é ideal para pescar, principalmente se for um bagre. Até mesmo os ensaboados são facilmente fisgados pela falta de competência. A chuva, que traz sonolência, tomara não influencie alguns políticos, senão ouviremos roncos e mais roncos...

Mas voltando ao assunto pescaria, vamos ter um novo campeonato. A competição será realizada em algumas ruas pavimentadas, remendadas e que já apresentam novos buracos. Os atuais se formaram na junção do trabalho feito anterior(porca)mente e o atual.

Acredito que muitos perceberam este problema, a falta de qualidade nos serviços feitos “Brasil afora”, mas e quem deveria fiscalizar? Não soube de nenhuma reclamação, principalmente daqueles que insistem em proteger o chefe. Mesmo que isso represente prejuízo para os seus representados.

Podem até ficar bravos comigo, como geralmente acontece, mas a situação é muito revoltante em “nosso Brasil”. Aprovaram, sem discutir ou propor soluções, um projeto imposto ‘goela abaixo’ pelo chefe. O mais revoltante é que disseram não haver alternativa. Tudo deveria ser decidido com a maior agilidade. Pois bem, em outro “Brasil” o chefe foi mais ético e ainda estuda, com cautela, sem pressa, as possíveis alternativas.

Por aqui, nada há para se debater... para investigar... para melhorar. Tudo é lindo. Àqueles que acham o contrário a punição é sumária, severa e arbitrária, sem direito de resposta, defesa ou qualquer alternativa. Aqui não existe alternativa (acho que já disse isso)...

Aqui todo cuidado é pouco. Se algum poderoso fizer uma pergunta, responda. E mesmo que já tenha respondido, emita a mesma resposta, sob pena de punição. O bom senso, neste e em outros momentos, passa longe...

O cerceamento de defesa, o controle da imprensa, da informação e consequentemente da opinião pública e de parte da população são situações reais. Apesar destas obscenidades, é válido lembrar: “a participação cidadã não pode ser cerceada e jamais tipificada de oposição, mas sim como um meio de assegurar transparência e probidade de atos administrativos, sendo o cidadão parte fundamental deste processo e maior interessado na lisura da coisa pública”.

Não cabe a mim dizer que este é um mau elemento... o outro é corrupto.. ciclano é manipulável... fulanão é puxa-saco... O herói de ontem é o vilão de hoje e tudo pode acontecer nos muitos Brasis existentes, aqui e ali, longe, perto e em todo lugar...


Éverton Santos é diplomado em jornalismo e publicidade e propaganda.
(*) Este texto é um texto fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

0 comentários:

A Fifa tem feito muitas exigências ao Brasil para sediar a Copa de 2014, mas os estádios africanos, possuem pontos cegos, infra-estrutur...

Construção de estádio em SP é um crime!


A Fifa tem feito muitas exigências ao Brasil para sediar a Copa de 2014, mas os estádios africanos, possuem pontos cegos, infra-estrutura deficitária e projetos que não atendem a 100% do Caderno de Encargos da própria Fifa.
Alguns estádios nem pronto estão.
As placas de publicidade tem 70cm de altura na África e no Brasil precisarão ter 1m. Por isso... e tão somente por isso... haverá aumento expressivo no custo de reformas...
O Brasil credenciou 12 cidades-sede e nenhuma delas é obrigada a apresentar projeto para a abertura. Concorre quem quer, ou estou enganado?
Se o Morumbi não está adequado, utilizem outra cidade para a abertura. Agora, construir outro estádio público com dinheiro do contribuinte é demais. Se a prefeitura não tem condições de manter o Pacaembu, pra que outra ‘arena’?
Se for construída com investimento privado, sem participação do Poder Público, serei favorável. Agora, construir com recursos públicos para abandonar ou ‘doar’ é crime. Não podemos fazer como o Rio e construiu um novo Engenhão, este sim um elefante branco.
O Morumbi teve como prazo final para apresentar as garantias financeiras o dia 14, mas o Clube Atlético Paranaense ‘conseguiu’ mais 30 dias para apresentar os investidores da reforma da Arena da Baixada. Qual o motivo deste tratamento diferenciado? Seria perseguição?
O Corinthians precisa de um estádio. Tem 100 anos e não possui uma casa. Isso é fato. Mas o que tem com isso o cidadão brasileiro. Os contribuintes não sofrem o bastante com a alta tributação. A sociedade já não é punida com serviços públicos ineficientes nas áreas de saúde, segurança, educação, saneamento, moradia, transportes...
...e ainda tem muitos querendo injetar dinheiro público para bancar estádio. É brincadeira!
Como cidadão, estou farto de tantas notícias tendenciosas e mesquinhas da “grande” imprensa. Não tiveram nem o trabalho de questionar o que é ‘menos pior’ para a sociedade. Em busca do lucro... de favorecimento... de ‘furos e bombas’ jornalísticas... deixam de agir como profissionais responsáveis e passam a atuar como fantoches ou marionetes.
Esse eu apoio, com certeza!

0 comentários:

No Programa Cultura Livre de hoje, 14/06/10, o ex-funcionário da Rádio Cultura FM, Willian Toffoli concede entrevista. Ótimo profissiona...

Questionável!

No Programa Cultura Livre de hoje, 14/06/10, o ex-funcionário da Rádio Cultura FM, Willian Toffoli concede entrevista.

Ótimo profissional, excelente locutor... Estes são alguns dos atributos do entrevistado.

A fala dele sobre área técnica da Rádio Cultura FM é questionável. Críticas direcionadas a outros setores são aceitáveis, compreensíveis...

Quanto à programação musical da emissora, muitos emitem opinião, mas poucos lembram do objetivo da emissora.

A Rádio Cultura FM é diferenciada. É uma emissora educativa, com conselho de programação. Se há necessidade de mudanças, os integrantes deste conselho devem ser consultados. A opinião popular deve ser levada em consideração e respeitada, mas não é a opinião individual deste ou daquele que deve prevalecer.

Que se faça audiência pública, consulta popular, enquetes... que a população seja ouvida!

E esta é a minha opinião! Emita a sua.

0 comentários:

“Licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a ...

Manifesto Público

“Licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração" (art. 3o do Estatuto das Licitações e dos Contratos Administrativos, disponível em www.tcu.gov.br)


Eu, Everton dos Santos, cidadão adamantinense, em dia com suas obrigações civis e militares, pelo presente, manifesto total repúdio em relação à aprovação - em primeira apreciação - do Projeto de Lei Complementar 171/09.

Tal atitude tem como base a falta de participação popular no processo de escolha da empresa responsável pela concessão pública dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Adamantina.

O processo foi conduzido de forma unilateral, sem participação da população adamantinense. Em raras ocasiões e iniciativas, como a criação de uma comissão municipal para apurar tal questão, a inclusão de representantes da empresa ocasionou em vício do processo de levantamento de dados.

Por indicação da ONG Apromam, aceitei ser representante de uma parcela da comunidade, no entanto, a falta de diálogo demonstrada na primeira reunião da comissão inviabilizou minha participação neste processo.

Os interesses - não esclarecidos até o momento - demonstrados em manter impositivamente representante da empresa entre os indicados pela sociedade provocou, além do meu afastamento, a saída de representante da FAI na comissão.

O afastamento da comissão, no entanto, não significou omissão de minha parte no debate sobre o tema. Procurei, como cidadão, participar de reuniões públicas, busquei informações e formei posicionamento favorável a um processo licitatório para a escolha da empresa.

Em nenhum momento manifestei ser favorável a esta ou aquela empresa, contra ou à favor da Sabesp. Apenas optei pela forma mais transparente de se obter benefícios à administração pública: a licitação.

“Licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração" (art. 3o do Estatuto das Licitações e dos Contratos Administrativos, disponível em www.tcu.gov.br)

Em relação à Sabesp, vamos aos fatos: a estatal, de economia mista, atua há mais 30 anos em Adamantina como responsável pelo fornecimento de água tratada e saneamento básico, mas realiza o tratamento de apenas 40% do esgoto coletado na cidade. Os outros 60% foram despejados in natura em nossos córregos durante este período.

Durante este período, a empresa cobrou pelos serviços prestados e por parte do tratamento de esgoto produzido pela população, serviço este executado em parte. Até a presente data, apesar de questionamentos apresentados, não houve ação para reaver o dinheiro cobrado de maneira ‘supostamente ilícita’.

O tratamento de 100% do esgoto é uma reivindicação de décadas e, após ação inédita impetrada pelo Ministério Público passou a ser compromisso (obrigação) da citada empresa.

A pressão popular com o “Movimento pela Vida nos Nossos Córregos” em 1994 e a atuação eficaz do Ministério Público, Apromam e imprensa foram fundamentais para o cumprimento das obrigações da empresa.

Em 2007 a Sabesp comprometeu-se em iniciar a construção da estação de tratamento em tempo determinado, todavia, os prazos estabelecidos não foram cumpridos, apesar do sentimento de dívida com Adamantina. Dirigentes da empresa garantem a conclusão das obras para 2010. Apenas mais uma promessa ou compromisso? Aguardemos.

Alternativas não foram apresentadas. Não por falta de oportunidade. A licitação pública seria a maneira mais ética para a definição em tela.

A própria Sabesp teria condições de participar do certame, caso instaurado. Caso alguma empresa privada vencesse a licitação, apresentando serviços adequados aliados à tarifa mais baixa, a população seria beneficiada diretamente.

Possíveis indenizações à Sabesp deveriam constar no edital, excluindo responsabilidades da administração pública.

A cidade não deixaria de receber recursos públicos. A própria Secretária de Estado de Saneamento e Energia confirmou a postura do atual governo em firmar parcerias com todos municípios, independente se estiverem com a Sabesp ou não.

Firmar convênio com o Governo de São Paulo e não fazer licitação é a opção mais fácil. A cidade recebeu R$ 4,5 milhões em investimentos, além dos judicialmente exigidos da Sabesp pela poluição provocada ao longo dos últimos 30 anos.

Este ‘presente’ sairá de algum lugar. Quem pagará a conta?

Todo este processo mais parece uma manobra arquitetada para ludibriar parte da população (e da imprensa) alheios ou alienados ao que ocorre.

Desta forma, é lícito questionar a administração pública sobre quais as razões de fato e direito pela não opção por procedimento licitatório para concessão pública dos serviços de tratamento de água e esgotamento sanitário em Adamantina?

Como cidadão, nada além disso, revelo total descontentamento e repúdio à maneira como este debate foi conduzido. Mesmo não concordando, reconheço a soberania e respeito a decisão dos vereadores adamantinenses.

Ademais, ressalto a esperança da atuação dos órgãos de defesa do cidadão, para resguardar os princípios constitucionais e a legislação vigente, resultando na realização de audiências públicas e garantindo a devida transparência.


Everton Santos
Cidadão adamantinense
Jornalista Diplomado
MTb Nº. 34.016/SP

1 comentários:

“A honestidade pode ser a melhor política, mas é importante lembrar que aparentemente, por eliminação, a desonestidade é a segunda melhor...

5 milhões!

“A honestidade pode ser a melhor política, mas é importante lembrar que
aparentemente, por eliminação, a desonestidade é a segunda
melhor política”, George Carlin ator e autor norte-americano.


Certa vez, um velho sábio insistia em afirmar: existem 5 milhões de maneiras de ajudar ao próximo, mas uma decisão errada pode prejudicar muitas pessoas. Não acreditava naquilo, mas respeitava a experiência deste ancião.

De toda forma, pensei 5 milhões de vezes antes de escrever este texto. O problema é que nenhuma delas foram suficientes para calar minha indignação com o atual cenário político adamantinense.

Tudo, ou quase tudo, que repudiávamos no passado está acontecendo novamente, talvez com outras motivações, ou não; talvez com outros objetivos, ou não; talvez com inocência, ou não.

O problema é que muito daquilo que os atuais “detentores do poder” combatiam repete-se no cotidiano. A falta de dialogo, a arbitrariedade e ate mesmo perseguições, camufladas sob disfarce “amigo”, mas tão amarga quanto as do passado.

O mais inocente pode ate dizer que “não havia alternativa”, mas sempre existem alternativas. Em qualquer situação temos o sim e o não. Quiçá até mesmo o talvez. No entanto, o caminho mais fácil, mesmo sendo o de maior aceitação, nem sempre é o melhor.

Decidir é fácil. Consultar, não. Tomar uma decisão é fácil. Assumir as consequências, não.

Não adianta jogar a culpa no sistema, no outro, na maioria. Não seria mais honesto e ético debater, fiscalizar, cobrar? As funções estabelecidas pela lei embasam a atuação digna de um sistema democrático. Algo aquém disto torna o sistema frágil, falível.

Os nossos representantes não podem ser representantes do “quinto” ou do “décimo”. São nossos representantes e jamais deveriam virar as costas aos nossos interesses, como outrora fizeram. Lutar pelos anseios de uma comunidade é obrigação. Poderiam, ao menos, ouvir. Mas nem a isso se deram o trabalho.

Estou indignado com a postura adotada. Escolheram outras 5 milhões de possibilidades erradas. Não buscaram alternativas e escolheram aquelas debaixo de seus 'focinhos'. Optaram pelo mais fácil e, se existir Justiça, pagarão por isso.

Não seremos nós a julgá-los. Mas serão julgados. Talvez depois desta passagem. Quem sabe em outra vida ou outro plano. Passarão por um amplo e justo julgamento, realizado com ética e ouvindo todas as partes, proporcionando direito a ampla defesa... E todas as possibilidade a nos negadas.

Alem deste julgamento, espero uma postura exemplar de todos nos. Afinal, somos responsáveis por esta representação pífia.


Everton Santos
Jornalista Diplomado
MTb Nº. 34.016/SP

0 comentários:

Amigo leitor. Recebi um e-mail do "temido" Álvaro Lins. Ele também adicionou o msn da Rádio Cultura FM e me enviou um arti...

Artigo rejeitado por jornais!



Amigo leitor.

Recebi um e-mail do "temido" Álvaro Lins. Ele também adicionou o msn da Rádio Cultura FM e me enviou um artigo rejeitado por um jornal de Adamantina.

Como sou adepto da liberdade de expressão de pensamento e gostei do texto, publico a íntegra do artigo. O texto é longo, mas vale a pena ler.

CARTA

Bom dia, Senhor Prefeito.



É muito difícil um contato de uma pessoa comum com as autoridades constituídas para a discussão, conversas sobre a cidade, e mesmo, para ouvir quais são os planos de desenvolvimento que são projetados para o nosso futuro.

Assim, podemos falar com as autoridades de outra forma: expondo de forma escrita aquilo que pensamos, falamos e discutimos, sem pretensão de donos da verdade, mas sim como munícipes preocupados com o amanhã.

Há muito tempo, Adamantina tem projetado seu futuro como cidade de melhor comércio da região. Em um passado mais recente, a projeção da cidade parecia ter buscado também um outro rumo: capital educacional da região. Acreditamos, Senhor Prefeito, que está na hora do "pulo do gato", da definição de nosso futuro e da escolha correta para que nos diferenciemos das outras cidades irmãs. O que queremos: um comércio forte? Uma educação forte? Que se tem feito para isto... ou devemos buscar uma terceira via?

Para que sejamos uma cidade de comércio forte, em primeiro lugar devemos buscar algo que nos diferencie das demais cidades. Nosso espaço comercial em nada se diferencia dos demais. Nosso visual como cidade não tem nada de especial. Nossas lojas são idênticas às de outras cidades. Nossos preços perdem para cidade vizinhas em que há lojas de departamentos com força de venda em estoque. Nossa arrecadação tributária não deve ser maior do que as demais cidades. O que devemos fazer para vingar a vontade de sermos referência no comércio regional? Será que uma associação forte entre os poderes constituídos (executivo, legislativo), ACE, entidades de classe, organizações não governamentais, clubes de serviço e a vontade política não poderiam vir a dar sugestões e modificar certos costumes arraigados na população? Como queremos ser fortes no comércio se não há campanhas regionais que mostrem nossa força e ficamos com promoções individuais muito caseiras? Será que o marketing da cidade não deveria melhorar? A ACE tem um setor especial que pensa a cidade em termos de comércio regional? O setor de planejamento da Prefeitura tem algum estudo referente à força do comércio e as possibilidades de termos uma posição dianteira em relação às outras cidades? Isto gera arrecadação, não?

Uma mudança no visual da cidade, logicamente com incentivos fiscais, poderia vir a ser o primeiro passo para uma projeção maior da cidade. Um calçadão? Praças de alimentação? Praças bem cuidadas? Iluminação mais moderna com um pouco de artístico? Vitrines com iluminação à noite? Mudança do horário do comércio? Quiosques centrais próximos a locais de encontros e bate-papos já estabelecidos pela população? Será que os canteiros não poderiam ser preservados, e até melhorados, por profissionais/residentes lindeiros que teriam incentivos? A adoção de praças abandonadas por firmas interessadas em marketing não poderia ser adotada? A busca de lojas de departamentos de fama nacional não poderia ser tentada pelo poder público a se estabelecerem no Município? Campanhas o ano inteiro em veículos de informação regional projetando a força do nosso comércio não seria um marketing desejado pelos comerciantes e pela própria cidade? O estabelecimento de uma força tarefa da ACE para projetar a cidade em termos regionais seria um primeiro passo para colhermos alguns frutos e criar um espírito solidário mais forte entre os investidores da cidade. Se criarmos o mito regionalmente de que a cidade é forte no comércio, os efeitos da persuasão rapidamente serão sentidos.


Quanto à segunda vocação da cidade – pólo regional de educação, ou capital educacional – nos parece que vivemos um momento de crise. Veja que todos os jornais e cidadãos estão preocupados com a atual situação de nossa Autarquia. Veja, criou-se a crise no sentimento popular e ela se estabeleceu e hoje parece que perdemos um pouco da nossa força. Temos que buscar novos rumos e novas estratégias para que o sentimento popular se revista de outras esperanças e crenças.

Acreditamos que haja soluções para os problemas da nossa aspiração em sermos pólo regional na educação. Primeira solução é espantarmos o fantasma da crise e fazer com que toda a cidade e a região voltem a ter bons olhos para com a Autarquia, isto é, se nos convencerem de que a crise não existe e de que as soluções estão em andamento. Há algum tempo atrás, em uma declaração à Radio Cultura, respondendo a um ouvinte, o Senhor disse que a FAI não era um problema para a administração, mas sim solução. Também acreditamos nisso. Seria sim uma solução para nosso engajamento na inclusão social, melhoria de mão de obra, enriquecimento cultural, mas nos parece que há outros elementos que têm causado problemas à administração.

O que a cidade perderia com a federalização da autarquia? Nada. Pelo contrário, ganharia muito. Até politicamente sua administração sairia fortalecida, pois traria para a cidade e região a chancela e a bandeira de uma educação federalizada. Pior seria ver, em sua administração, a falência de uma instituição pública.

Dissemos que a federalização seria benéfica. Por quê?

Em primeiro lugar, não haveria qualquer possibilidade de desemprego dos atuais servidores, pois a federalização traz em suas ações a manutenção do status da unidade em sua totalidade. Professores e funcionários passariam a ser funcionários federais. No momento da federalização o Ministério indica uma outra universidade federal como tutora da nova criada. Essa tutoria se realiza para a adoção de novos regimentos, medidas administrativas, criação de institutos e departamentos, enfim, da organização administrativa da instituição.

Haveria perda de patrimônio? O que o patrimônio da instituição significa para a cidade? Apenas um local de ensino. Se vier a federalização as mesmas atividades praticadas pela FAI continuarão sendo executadas pela unidade federal, até com mais ênfase, pois o regime de trabalho de uma universidade federal exige mais comprometimento dos professores em relação à extensão, projetos de ensino, pesquisas e parcerias com entidades civis e públicas. Assim, seria melhor um patrimônio a serviço de uma coletividade regional do que às expensas de uma coletividade só – a nossa, caso a crise venha a se estender e causar ônus a todo o município.

Argumentam que, federalizando, nossa comunidade ficará alijada de estudar na Instituição. Jamais. Aí sim, com ensino público sem cobrança de mensalidades é que as chances de nossos filhos terem uma educação mais próxima de nossas vistas se realizariam. O que mudaria, seria a forma de entrada de nossos estudantes – uma exigência maior no conhecimento de nossos alunos. Será que os cursos existentes na cidade e na região não tomariam providências rápidas para noticiarem ao Brasil inteiro que seus alunos entraram na Universidade Federal instalada em Adamantina?

O comércio perderia? Pelo contrário. Uma Universidade Federal traz e chama alunos de todo o território nacional. A clientela mudaria e poderia trazer com ela a família toda. O comércio seria o primeiro beneficiário dessa mudança. Com regimes diferenciados, cursos com dedicação e tempo maior fariam com que as necessidades de abastecimento, vestuário, lazer e outros aspectos aumentassem, e os serviços melhorariam e trariam maior arrecadação para o Município. Imagina a folha de pagamento tendo origem diferenciada daquela de hoje, com professores residentes em Adamantina e gastando aqui mesmo.

A atividade de locação, manutenção e construção de novas moradias voltaria aos patamares de dois anos atrás e até aumentaria. A clientela de uma universidade federal é diferente de uma clientela de uma instituição regional. A chancela do nome FEDERAL é apelativa e agrega novos parâmetros para uma clientela também diferenciada.

Será que novas entidades de serviços não seriam criadas no município? Uma boa livraria não seria instalada? As papelarias não teriam de se adequar a novas exigências? O transporte coletivo não teria que mudar rumos, itinerários e aumento de frota? Os serviços domésticos exercidos por profissionais da área são seriam enriquecidos com novos clientes? Os meios de comunicação não teriam novos adeptos e chances publicitárias maiores? Será que o comércio específico para novos cursos não teria de existir para suprir as necessidades dos estudantes? Grandes laboratórios e firmas não poderiam passar a ter representação em Adamantina? Projetos não poderiam ser criados para a criança e o adolescente uma vez que o regime de trabalho dos professores seria integral? A terceira idade não poderia ter vantagens com a criação de atividades específicas? Afinal, a cidade não teria vantagens no seu todo?

Sei que o ônus político de uma federalização é muito grande. Mas, maior ainda é quando se analisar e verificar que alguém "dormiu no ponto!!" Hoje temos uma instituição saneada, com tendências à crise. Não tem pendências fiscais e uma clientela razoável. Seria um presente para a União? Sim, mas talvez um presente maior no futuro para toda a coletividade.

Senhor Prefeito, já houve uma discussão séria a esse respeito com a Câmara Municipal, administração da FAI, secretariado, entidades civis? O que atemoriza tanto a federalização? Olhemos para o futuro!! Se hoje não temos uma solução melhor, esta é a melhor!! Pior será, repetimos – caso a crise seja instalada e não resolvida – o Município ter de arcar com o ônus da instituição. Pior será, Senhor Prefeito, a venda da instituição para particulares que levarão toda a nossa riqueza para fora, ou mesmo a Instituição (veja o caso de Tupã/Unimar).

Caso, um dia a administração pública vier a pensar neste assunto, acredito que a contrapartida da União poderá ser muito benéfica para todos os adamantinenses.

Pois é, Senhor Prefeito. A administração pública é problemática. As variantes são muitas e, às vezes, não temos especialistas para certos tipos de problemas. As soluções ficam mais difíceis. Mas, na verdade, o poder público tem o dever de tomar as providências e buscar soluções. Sendo assim, no momento em que vivemos, toda a população almeja algo de bom, que tenhamos uma identidade nossa e que sejamos melhores dos que os outros. A aspiração é justa!!

Vamos à obra?

Abraços,

Álvaro Lins.
(cidadão adamantinense, com formação superior e MBA em Administração Pública)

Apesar de gostar, esta não é a minha opinião. Mas qual é a sua? Opine.

1 comentários:

“O omisso diante da violência ou arbitrariedade sócio-político-cultural e familiar torna-se cúmplice ou vítima fatal”. (Mônicka Christi) ...

FAI: minha análise.

“O omisso diante da violência ou arbitrariedade sócio-político-cultural e familiar torna-se cúmplice ou vítima fatal”. (Mônicka Christi)



Inicio este texto/análise com uma crítica à imprensa local. Parte deste bombardeio de informações desencontradas deve-se à falta de transparência da instituição. A FAI é uma autarquia e tem o dever de prestar contas à sociedade.

Fração da culpa também recai sobre a sociedade. A escassa participação e inócuo interesse favorecem a permanência de amadores, aventureiros e aproveitadores (ou outros adjetivos que julgar adequados) em todos os níveis do poder. Integrantes de grupos não afinados com os princípios constitucionais da publicidade e transparência.

Antes da análise, uma breve explanação do passado: A antiga gestão da FAI administrou crise parecida, mas nada foi divulgado. A oposição inexistia. O ex-prefeito, mesmo se opondo ao ex-diretor, mantinha o “clima de respeitabilidade”. E assim tudo seguiu normalmente, até que as contas se equilibrassem.

Atualmente, a situação é diferente. Os holofotes foram direcionados para a FAI há 6 anos, quando o clima tenso de eleição integrou nosso cotidiano. Muitos candidatos e pouco espaço para discursos inovadores. Até que um deles atraiu a atenção: - Tem “coisa” errada na autarquia.

A afirmação, por mais correta que fosse ou parecesse, provocou uma avalanche de situações constrangedoras. Muitas vieram a público e, de certa forma, prejudicaram a imagem da instituição. E este foi o primeiro - e belo - tiro no pé da atual administração.

Uma nova gestão assumiu a FAI com aval do prefeito. Outro momento delicado estava instaurado. Apesar disso, pouco foi feito para sanar os ralos da instituição.

E, além de tudo, aprovaram um projeto aumentando as bolsas de estudo. À “toque de caixa”, este projeto (como tantos outros, inclusive da prefeitura), foi aprovado com estudo de impacto orçamentário feito pela metade.

Quando perceberam o prejuízo provocado pela ganância política, a opinião pública já demonstrava temor pelo futuro da instituição. Agora, caro leitor, basta rezar para as tão esperadas mudanças aconteçam.

Apesar disso, acredito que a FAI tem papel importante na região, mas não deve ser mencionada como uma instituição de caridade ou uma extensão do programa bolsa-família. A instituição tem a obrigação de oferecer ensino de qualidade, como apregoa seu slogan. E, para isso, deve cobrar o justo.

Deve dispor de professores em número e qualidade necessários. Concluir a infraestrutura necessária para os cursos ou não anunciar ilusões, como laboratórios inexistentes.

Contratações irregulares devem ser anuladas. Os requisitos exigidos pelo Conselho Estadual de Educação não podem ser burlados e documentos jamais devem ser analisados com tapa-olhos. Em dois casos recentes, as contratações supostamente estão irregulares por inúmeros motivos. Nestes casos, é necessária criteriosa análise da citada resolução... Mas, isso não deveria ter ocorrido no processo de seleção?

Ainda sobre o corpo docente, ressalta-se o fato da FAI ser uma das faculdades com maior valor pago aos professores por hora/aula. Desta forma, não é obrigação da instituição oferecer vale transporte, vale alimentação ou “vale paletó”, como fazem a Câmara e o Senado.

É obrigação, na minha opinião, ser mais justa com funcionários: eliminando referências com vencimentos abaixo do salário-mínimo; promovendo reajustes salariais anuais, pelo menos com a reposição inflacional; e, acima de tudo, proporcionando tranquilidade e segurança, com concursos e não processos-seletivos-com-critérios-discutíveis.

Os “benefícios” devem ser suspensos e as obrigações trabalhistas cumpridas com jornada fixa e ponto eletrônico, inclusive professores e cargos em comissão. Acúmulo de cargos devem ser revistos. Não há como uma pessoa acumular funções distintas, receber, mas não responder por suas obrigações!

Austeridade financeira é exigência de qualquer órgão público, mesmo com a tão esperada desvinculação da folha.

Amigo leitor. Esta é apenas uma análise superficial. Não sou um expert no assunto, no entanto, sou cidadão...


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

1 comentários:

“O conselho é muito mal recebido pelos que dele mais necessitam, os ignorantes”, Leonardo da Vinci. Não tenho nada contra este ou aquele,...

Mentiras ou ignorância?

“O conselho é muito mal recebido pelos que dele mais
necessitam, os ignorantes”, Leonardo da Vinci.


Não tenho nada contra este ou aquele, mas é difícil engolir certas inverdades que são publicadas ou ditas na imprensa local. A falta de conhecimento - ou ignorância mesmo - e as mentiras são cada vez mais evidentes.

Adamantina possui lei municipal que obriga proprietários de imóveis a limparem seus terrenos, mas nossos representantes esqueceram de suas obrigações. Eles estão brincando com o perigo.

A Cidade Joia já registra dezenas de casos de dengue e agora falam em realizar uma campanha de conscientização. Oras... Não deveriam ter pensado e agido antes das chuvas. Agora não dá mais para evitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito. E a “larvinha” é esperta e espera a melhor ocasião para se desenvolver.

E mais, recente pesquisa divulgada pelo Jornal da Ciência (www.jornaldaciencia.org.br) comprova que o “mosquitinho” Aedes aegypti recorre mais a água suja. Isso mesmo. E, quem deveria saber disso, nega a existência destes fatos.

Para se ter uma ideia, a pesquisa citada foi desenvolvida por estudiosos da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Eles descobriram que o mosquito transmissor da dengue tem preferência pela água suja para depositar os ovos.

O estudo - publicado em revista científica Journal Applied Entomology (www.blackwell.de/jen.htm) - mostra que 80% das fêmeas do inseto preferem o esgoto à água limpa para a oviposição. Enquanto isso, desinformação continua sendo uma arma poderosa no farOeste Paulista e na Cidade Joia ainda acreditam em Papai Noel...


Esta é a minha opinião e a sua?? Opine!

0 comentários:

Commentários