“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”, Mahatma Gandh...

Já tomei minha dose de cromo-6?

“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”, Mahatma Gandhi




Everton Santos (*)




Em uma pequena cidade do ‘velho oeste’ o desrespeito ao meio ambiente e, sobretudo, aos cidadãos é revelado com o exalar de intenso perfume aos finais de tarde. Mais graves ainda são os rumores de que propriedades rurais receberam ‘fertilizantes’ com metal pesado e altamente contagioso.




O aroma nada agradável persiste há alguns anos e sua origem era duvidosa até a conclusão de uma lagoa de tratamento de esgotos. Agora, a fonte de tal agressão pode ser facilmente identificada. Isso se for do interesse das autoridades/órgãos públicos, o que não parece o caso.




Já o caso do despejo do tal ‘fertilizante’, além de extremamente grave é motivo para uma urgente intervenção dos órgãos sanitários e de proteção ambiental. Tal informação surgiu após palestra ministrada a alunos adamantinenses em uma instituição de ensino superior.




A ‘grave denúncia’ revela o despejo de maneira ilegal e irresponsável de líquido proveniente de processo industrial onde a utilização de cromo-6 é comprovada. Este elemento contamina o solo e o lençol freático (as águas subterrâneas) e é relacionado a casos de doenças graves e até mesmo terminais.




Para se ter uma idéia da situação, o filme “Erin Brockovich, uma mulher de talento” mostra o trabalho de uma advogada na defesa dos interesses dos moradores de uma pequena cidade na Califórnia.




No filme baseado em história real, ela descobre que o cromo-6, usado para tirar ferrugem das máquinas e liberado em grande quantidade por uma grande empresa, contaminou o lençol freático. A contaminação é confirmada, após exames e até mesmo julgamento, ser responsável por várias doenças, inclusive casos de câncer.




Por fim, a empresa é condenada a indenizar as vítimas em U$$ 400 milhões de dólares. Mas como não estamos em um roteiro de Hollywood as perspectivas não são as melhores para os moradores desta pacata cidade interiorana.




Enquanto tudo isso acontece descaradamente, grande parte dos meios de comunicação se apequena ao tratar de temas corriqueiros e comuns. Com limitações de pessoal e com foco restrito a ‘temas leves’ escapam de ações, mas deixam de cumprir sua função.




A nós, pobres mortais, resta a dúvida: Já tomei minha dose de cromo-6?




(*) Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado (MTb Nº. 34.016/SP)

2 comentários:

Este é o termo mais apropriado para definir algo que, mesmo não agradando a todos os paladares ou gostos musicais possui excelência em seu...

Qualidade

Este é o termo mais apropriado para definir algo que, mesmo não agradando a todos os paladares ou gostos musicais possui excelência em seu teor. Esta definição também pode ser aplicada ao Adamantina International Rodeo, evento que recoloca a Cidade Jóia entre as principais etapas de um dos esportes mais radicais.

Neste ano, a população regional teve acesso a um mega evento, com estrutura invejável. O AIR 2011 reúne diversas tribos em um mesmo espaço, fomenta negócios e proporciona entretenimento com organização ímpar. Um evento "deferente"!

O elevado nível dos competidores e das boiadas surpreendeu e levou o público presente na arena aos áureos tempos da principal festa adamantinense. As belas provas de três tambores e as montarias em carneiros completaram o ambiente de alegria.

Mesmo não sendo fã da música sertaneja, reconheço que a organização trouxe para o AIR 2011 grandes cantores e uma revelação, que por sinal ainda desafina. Como nem tudo é perfeito, para muitos o evento deixou a desejar no quesito musical. Neste contexto, até gostaria da inclusão de outros gêneros musicais, mas não há como exigir que um evento relacionado ao universo sertanejo deixe de lado suas raízes.

Em relação ao valor cobrado por produtos, item muito questionado, não há motivo para sacrifícios. A população regional (ou a maioria dela) não está acostumada a grandes eventos e os organizadores ainda não se acostumaram com a baixa renda per capita. Os custos são muito inferiores aos cobrados em centros maiores e se compararmos com festas anteriores, pagar um pouco mais por um produto infinitamente melhor não é abuso.

Por fim, espero que os organizadores continuem investindo no evento local, fortalecendo o nome da cidade e proporcionando opção de lazer qualificada. Situações que deixam orgulhosos todos aqueles que têm prazer em dizer: Sou adamantinense!


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado (MTb Nº. 34.016/SP)

0 comentários:

“A participação cidadã não pode ser cerceada e jamais tipificada de oposição, mas sim como um meio de assegurar transparência e probidade...

Quantas promessas!

“A participação cidadã não pode ser cerceada e jamais tipificada de oposição, mas sim como um meio de assegurar transparência e probidade de atos administrativos, sendo o cidadão parte fundamental deste processo e maior interessado na lisura da coisa pública”


Dias atrás, navegando pelas redes da conectividade busquei um artigo de um amigo que tratava da omissão da mídia regional acerca de determinados temas. Fitei meus olhos naquelas magnéticas palavras e senti novamente uma imensa insatisfação.

O texto estava perfeito, mas era apenas uma expressão ideológica. A realidade. Bem, a realidade continua fria, dilacerante, sombria...


Desta feita, resolvi após um breve período no “escurão”, trazer em poucas linhas e também nas entrelinhas minha opinião sobre alguns causos do velho oeste.


Deixando o pessimismo de lado, assim como no caso de Dilma, fiquei empolgado com o pronunciamento do novo diretor geral da FAI. Entretanto, discursos e promessas não podem ser comemorados após a última pá de cal e sequer ao descerrar das plaquinhas. E já que agora posso me expressar, sem receber advertências por exercer um direito, acredito que a expectativa é positiva, mas o horizonte permanece cinzento.


O atual contexto não é melhor pela falta de autoridade. A instituição já cumpre seu papel de oferecer ensino com certa qualidade a preços acessíveis. Não há necessidade de tantas bolsas. Atualmente muitos se sujeitam a receber salários inferiores ao mínimo, mesmo que exigidos por lei, só para ter a oportunidade de oferecer educação para o filho.


Mas como, se o salário mínimo é garantido por lei? Veja caro leitor, para efeitos legais, alguns servidores têm seus direitos incorporados aos salários para atingir o valor exigido. Ele perde um direito trabalhista, garantido pela lei, para que a instituição consiga atingir outra garantia legal. Quem perde? Só o trabalhador, mas lembre-se: essa é a realidade.


É inadimissível também saber que um profissional que recebe mais de R$ 3 mil tem o mesmo percentual de bolsa de um que ganha menos de R$ 450 (sem contar os benefícios, é claro!)...


Os critérios estão equivocados e a igualdade entre funcionários da autarquia e da prefeitura só vale quando é conveniente. No caso das reposições salariais, por exemplo, sempre uns perdem em detrimento de outros.

Existem alternativas, mas é muito mais fácil só aprovar o que está acima da mesa. Estudar, discutir, produzir, se indispor... estas são situações que ocorrem apenas no plano ideal e fantasioso.

Mudando um pouco o foco, vamos a outro tema que adoro. Quando foram realizadas as audiências públicas, leia-se quase sempre sem público, sobre o novo contrato com aquela empresa ‘cristalina’ mesmo? Promessas... promessas...

Enquanto isso o cheiro de podridão avança sobre os lares. Até hoje não se sabe a procedência de tal odor. Uma empresa acusa a outra, que acusa outra e a população continua sofrendo com a falta de pulso e de coragem. Os técnicos só podem ser desprovidos do sentido olfativo e também de sentimentos... os políticos, de valor... os ambientalistas, de líderes... a população, de imprensa livre...


Ainda bem que prometeram um grande plantio de árvores.


Quanta promessa! Quanta promessa!


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado (MTb Nº. 34.016/SP)

0 comentários:

Commentários