"Do mesmo papel em que lavrou a sentença contra um adúltero, o juiz rasgará um pedaço para nele escrever umas linhas amorosas à espo...

A sentença...

"Do mesmo papel em que lavrou a sentença contra um adúltero, o juiz rasgará um pedaço para nele escrever umas linhas amorosas à esposa de um colega", Michel de Montaigne

(*) Everton Santos

Aos 31 minutos do dia 3 de agosto de 2013 o sétimo voto foi anunciado. Pela primeira vez em sua historia Adamantina teve um vereador com mandato cassado.
Motivo de orgulho? Jamais. Uma cidade com um político cassado, independente do "crime" praticado, nada tem a comemorar.
A política deveria ser um instrumento de modificação da sociedade e não apenas briga pela detenção do poder.
A sentença abre um precedente para novos julgamentos políticos e corrobora o novo momento de "prestação de contas" enfrentado pela classe política.
Há alguns anos outro processo de cassação de direitos políticos, talvez mais denso e contundente que o atual, foi alvo de julgamento, no entanto, com resultado díspar.
A decisão desagradou grande parte da população e proporcionou uma reviravolta das urnas. O processo culminou na eleição de novo grupo político para o Executivo e renovação do Legislativo.
Todavia, com o tempo e, sobremaneira, o desgaste provocado pela quebra do antigo sistema "gerencial" ocasionaram no retorno de muitos daqueles expurgados no passado.
Agora é esperar e, essencialmente, rezar para que a sentença resulte em avanços e evolução da classe política, que ainda urge de novas lideranças e projetos, mas infelizmente ainda sobrevive do voto da maioria.
Voto este que, muitas vezes, é "creditado" em razão de favores, dinheiro, bolsa-isso-e-mais-aquilo, promessas e mais promessas, mas, sobretudo, de raízes coronelistas e da inconsciência popular.
A política precisa de contemporaneidade e o eleitor, alma. Acorda Adamantina!

                                                                                                (*) Everton Santos é publicitário e jornalista (MTb Nº. 34.016/SP)

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