“Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato” (Mario Prata) Contradição? Incoerência? Não! O improváve...

O provável improvável

“Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato” (Mario Prata)


Contradição? Incoerência? Não! O improvável, em Adamantina, pode ser provável.

Ainda em 2008, uma ríspida discussão sobre a abertura do comércio aos domingos foi instaurada após manifestação de empresários. Muitos foram contra. Utilizaram de seus “poderes” e propagaram ideias – naquela época com acentuação – que a medida prejudicaria os pequenos empresários.

Das tribunas, incitaram a opinião pública e impediram a regulamentação que permitiria o direito de abertura. Mas, onde estavam as vozes do povo quando uma grande rede funcionou – solitária – aos domingos?

Improvável, mais uma vez, provável. A empresa beneficiada conseguiu autorização deste e daquele, contou com a cegueira de outros e reinou absoluta em prejuízo aos empresários locais.

Outro caso intrigante está relacionado a uma grande festa. Um evento com ótima finalidade, mas encoberto por colunas de ferro pintadas de “má intenção”. O alerta foi dado. Muitos acreditaram. Outros não. O “beneficiário”, ciente, vendou-se e dissimulou.

A festa foi um sucesso, mas, desta vez o provável não foi superado pelo improvável e o único beneficiado não foi quem de direito e muitas dúvidas ainda persistem.

Na dança das cadeiras, a busca pelo assento central foi intensa. Telefonemas, acordos, pressão... tudo ocorreu como previsto até o resultado: improvável. Aqueles que se apregoavam vencedores falharam enquanto outros comemoravam.

Em 2009, fatos importantes para o futuro da Cidade Joia estarão em pauta, mas espera-se que os resultados não sejam tão improváveis quanto os relatados acima. Que as promessas sejam cumpridas, as amizades não superem, sobremaneira, a competência. Resta aguardar e torcer para que a jiboia – agora sem acento – não se transforme em falsa coral, como a maioria de nossos políticos.

Como disse Richard Bach, escritor americano, “coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA. (...) Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas. (...) Uma pequena mudança hoje pode acarretar-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que têm a coragem de mudar, mas essas recompensas acham-se ocultas pelo tempo”.


Everton Santos é publicitário e jornalista em Adamantina

3 comentários:

Susette disse...

SUPER INTELIGENTE ESSE É O MEU BEBÊ!!!!!

Grande Everton.

Belo artigo. Toca em muitas feridas e levantas diversas questões. Pq esse texto não está aberto ao grande público, ou seja, pq não foi publicado em algum jornal?

Permita-me colocá-lo no Ágora, devidamente informado o autor?

abraço

Everton!!!

O texto está no Ágora!!

abraço

Commentários