"Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos", Benjamim Franklin. O...


"Nada é mais certo neste mundo do que a morte e os impostos", Benjamim Franklin.

O brasileiro está cansado de pagar tantos impostos, fato. Em contrapartida, o poder público (municipal, estadual e federal) inchado e, muitas vezes, 'loteado' pelos partidos políticos, está atolado em dívidas e com receitas escassas.
É neste contexto que os interesses da classe política se distanciam ainda mais dos anseios da população/eleitor. Cortar gastos, gerenciar os parcos recursos com criatividade, raras vezes é a opção dos nossos representantes.
A saída para este impasse, no entanto, não necessariamente passa por novas medidas tributárias, como o tão utilizado aumento do IPTU, mas sim cumprir e respeitar a legislação.
Em muitos municípios as obrigações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal obrigaram os gestores a fechar lacunas que promoviam as chamadas renúncias de receitas. Em muitos casos essas ações representaram programas de incentivo ao pagamento de tributos em atraso, lançamento de dívidas e, até mesmo, atualização e edição de leis.
Uma dessas evoluções também buscava impedir o crescimento desordenado das áreas (manchas) urbanas: o IPTU progressivo.
Este dispositivo penaliza proprietários de imóveis sem área construída, os quase sempre sujos terrenos baldios. Também dificulta a prática recorrente da especulação imobiliária, que dificulta o acesso a terrenos para aqueles que buscam edificar seu lar. Outra vantagem é, ainda, a expansão ordenada dos limites urbanos, possibilitando tempo ao Poder Público para prover os novos bairros de estrutura nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, entre outros.
Os proprietários de imóveis vazios podem arcar com os valores extras ou venderem seus terrenos, situação que, em tese, movimentará a economia, especialmente para empresas e profissionais da construção civil, mas também com reflexos em diversos outros setores.
Esta é apenas uma das diversas possibilidades de aumento de receita em curto período, existem outras que não significam aumento de tributos, mas o que mais intriga é o fato de Adamantina ainda não ter aplicado a legislação, em vigor desde outubro de 2006...

Geada Negra completa quatro décadas; fenômeno mudou o perfil da economia do Oeste Paulista e acel...

Geada Negra completa quatro décadas; fenômeno mudou o perfil da economia
do Oeste Paulista e acelerou o processo de migração da população

Everton Santos (*)

Em um 18 de julho, ao amanhecer, milhares de pés de café foram devastados por uma das mais intensas geadas registradas na região. O fenômeno natural, registrado em 1975, reduziu drasticamente a área cultivada e, nos anos seguintes, acelerou processos de êxodo rural, empobrecimento e desemprego, além de outras significantes transformações econômicas e demográficas que fazem da região Oeste o que ela é hoje.
A potente onda de ar frio de 1975 atravessou completamente a linha do Equador levando queda de temperatura em Estados como Amazonas e Roraima. Em Adamantina, a temperatura apresentou declínio de 26 graus e atingiu 3 graus negativos, inclusive com precipitação de neve em algumas cidades da região, segundo matéria publicada em 20 de julho de 1975, o jornal O Adamantinense.
A geada negra, como ficou conhecida em razão da detestável aparência das folhas dos cafezais, mudou a história de milhares de famílias. Estima-se que 2 mil pessoas eram empregadas diretamente na colheita, o que corresponderia à principal fonte de renda de 1,2 mil famílias.
Um reconhecido empresário adamantinense lembra que tinha acabado de adquirir 20 hectares de área recentemente plantada com café de uma tradicional família nipônica. Ele destaca que os dias anteriores da fatídica geada foram quentes e as noites, frias. “Protegemos o cafezal com palha de amendoim, mas não teve jeito”, destacou. “Foi tudo destruído pela geada, tudo foi queimado”.
A extensão dos prejuízos provocados pelos eventos da manhã de 18 de julho de 1975 também pode ser dimensionada por dados estatísticos. Apesar de a colheita daquele ano ter sido encerrada antes da geada, os pés foram praticamente dizimados e a colheita do ano seguinte reduzida quase a zero. “Os pés de café estavam bonitos, dava orgulho, mas no dia da geada eles amanheceram com as folhas todas queimadas e os mais novos somente com os troncos”, lembra.
O empresário, que leva o seu nome e o de Adamantina em seus produtos, destaca que a situação era desoladora, mas não desistiu do campo e buscou alternativas para arcar com os prejuízos. “Compramos umas terras em pleno cerrado catarinense, onde ninguém queria e começamos a plantar Brachiaria. Chamamos o gerente do banco e mostramos que tínhamos a pastagem, mas não o gado e ele deu um empréstimo do Pró-Terra que foi muito bom. Conseguimos superar a geada”.
Somente no município de Adamantina, 210 mil sacas de café eram beneficiadas ao ano, resultando em uma receita estimada em US$ 21 milhões, o correspondente a mais de R$ 66 milhões no câmbio atual, a 50% do orçamento anual da Administração Pública Municipal e 20% superior ao orçamento das Faculdades Adamantinenses Integradas – FAI, segundo cálculos efetuados pelo engenheiro agrônomo Takashi Yokoyama, chefe da Casa da Agricultura de Adamantina.
Na região, a cultura cafeeira também a principal atividade econômica, com mais de 33 mil postos de trabalho diretos e 20 mil famílias ligadas à produção do preciso grão, até então tratado a peso de ouro. “Os empregos indiretos eram bastante significativos no comércio, nas máquinas de beneficiamento de café, nas revendedoras de máquinas agrícolas, nas oficinas restauradoras de máquinas e implementos etc”, revela a pesquisadora Izabel Castanha Gil, em sua tese “Nova Alta Paulista, 1930-2006: entre memórias e sonhos. Do desenvolvimento contido ao projeto político de desenvolvimento regional”, apresentada ao Programa de Pósgraduação em Geografia da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O estudo elaborado pela doutora adamantinense, uma das mais ricas (e completas) fontes de informações sobre a região e seu desenvolvimento, confirma que a geada de 1975 não foi o único fator responsável pela mudança do perfil econômico regional, mas possivelmente o mais preponderante.
“Esse fenômeno climático provocou profundos impactos na organização econômica, social, espacial, e ambiental de todo o Oeste paulista. Registros meteorológicos apontam a ocorrência de outras geadas na porção Centro-Sul do Brasil, mas, seguramente, a de julho de 1975 trouxe efeitos mais nefastos” (Gil, 2007, p. 144).
Izabel Castanha Gil revela ainda que agrônomos de órgãos técnicos regionais entrevistados em seu estudo indicam, além da severidade meteorológica da geada de 1975, outros fatores preponderantes para a forte repercussão de suas consequências.
Mas não só o café sofreu com a geada negra, praticamente todos os cultivares foram afetados e a região, de economia basicamente agrícola, ingressou em um ciclo de escassez de empregos e empobrecimento, com consequente migração da população para as cidades, especialmente centros maiores.
Em matéria publicada em 20 de julho de 1975, o jornal O Adamantinense noticiou o fenômeno alarmante: “Não só o café, mas também as pastagens e plantações de verduras, leguminosas, cana de açúcar e similares sofreu consequências nefastas com a geada. As perdas nas plantações de tomate agora largamente cultivado nesta região foram totais. Apenas uns 10%, em média, dos tomates haviam sido colhidos, perdendo-se, portanto toda a colheita que seria de algumas milhares de caixas”.
O declínio do café não afastou totalmente o homem do campo e incentivou o início de outras atividades. Na microrregião de Adamantina, destaque para as culturas tradicionais, como algodão, feijão, milho, bem como a sericultura e fruticultura, além das áreas de pastagem, que foram ampliadas em área e em número de animais, principalmente para corte.
O ano de 1975 também foi um dos primórdios da indústria alcooleira. Em novembro daquele ano, como incentivo e alternativa aos produtores e também como estratégia energética para o País, o Pró-Álcool foi implantado, despertando o interesse pelo cultivo da cana-de-açúcar.
Os primeiros plantios de cana-de-açúcar para fins energéticos foram intensificados com a implantação das primeiras destilarias na região. No período de 1975 a 1980 foram implantadas as unidades Vale Verde S.A (em Junqueirópolis, 1978), Central de Álcool Lucélia (em Lucélia, 1978), Destilaria Califórnia S.A (em Parapuã, década de 1980), e Branco Peres Álcool (em Adamantina, na década de 1980).
Atualmente a cana-de-açúcar é a principal atividade agrícola em Adamantina, segundo levantamento da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com 342 unidades produtoras (propriedades) e área cultivada de 16.737,2 hectares.
Se tudo mudou em 1975, Adamantina e a região vive momento distinto atualmente. O atraso provocado pela mudança do perfil econômico é, aos poucos, superado e a região vive momento de otimismo e perspectivas de crescimento populacional e econômico.
A população adamantinense pode estar vivenciando outro momento chave. A cidade que já é reconhecida como referência educacional na região, tem o dia 27 de junho de 2015 como um novo marco. Hoje com quase 34 mil habitantes, a cidade deposita suas esperanças de dias melhores na autarquia municipal de ensino superior FAI, que já é orgulho e iniciou – com muito sucesso – o primeiro curso de Medicina da Nova Alta Paulista.
A torcida é grande!


 (*) Everton Santos é publicitário e jornalista (MTb Nº. 34.016/SP)

"O homem está alienado sua verdade não condiz com sua realidade",  (Karl Marx) Atual...


"O homem está alienado sua verdade não condiz com sua realidade", (Karl Marx)

Atualmente estar conectado ao universo virtual é, para muitos, praticamente uma necessidade. Não basta apenas estar em uma festa ou degustar um delicioso prato se a foto com aquele filtro especial não tiver sido compartilhada.
Eu mesmo já fui pego por este vírus anti-social. As redes sociais ditam um novo e importante fenômeno de participação popular, de fiscalização e cobranças, mas também de ataques, alguns disfarçados de críticas, de brincadeiras, com ironia, outros diretos e certeiros, ou não.
Este fenômeno não pode ser ignorado, mas ao mesmo tempo não podemos ignorar seus efeitos negativos. Um deles é a fácil manipulação das massas, algo que vem sendo feito em diversos períodos da humanidade e para diversos fins. Goebbels, ministro da Propaganda do Reich, estaria muito “feliz” com o atual contexto de alienação e desinformação estabelecido pela instantaneidade, pela falta de apuração dos fatos e, principalmente, pela falta de interesse de muitos.
Este texto, por exemplo, não será lido por muitos daqueles que precisam participar deste debate. Isso mesmo. Textos ou "post´s" longos são deixados de lado. Se não tiverem uma foto bonita então...
Mas, voltando ao assunto principal, é preciso destacar que a falta de profundidade com que os temas são tratados essencialmente nas redes sociais, gera outra rede: de falsas informações. Essas informações, muitas vezes plantadas, até mesmo por equipes contratadas para esse fim, promovem virais. Temas que viralizam, se espalham e são aceitos quase que instantaneamente, por muitos, como verdades.
O efeito das correntes formadas por compartilhamentos e "likes" são os piores possíveis. Sem refletir ou ao menos pesquisar sobre o tema, o internauta assume o papel de cidadão-virtual e se vê no dever de compartilhar.
Na ânsia por "curtidas" multiplica informações falsas ou tendenciosas, na maioria das vezes plantadas para confundir. Mesmo assim acredita estar "fazendo a sua parte".
As correntes alienatórias abordam os mais diferentes temas, mas a política lidera o debate.
Temas polêmicos como o auxílio-reclusão, pago há mais de duas décadas e garantido pelo INSS, são "creditados" na conta do partido X ou do político Y. Como a intenção é denegrir os dados são sempre assustadores...
O valor mostrado no “post” é maior que o salário-minimo pago ao trabalhador, mas "esqueceram" de falar que é apenas o teto (valor máximo) e não um valor fixo. "Esquecem" de citar também a legislação que ampara tal pagamento ou quais são os beneficiados e o por quê.
Sem ao menos pesquisar o cidadão-virtual, muito preocupado e "fazendo a sua parte" compartilha, curte, comenta, divulga...
Outro ponto importante desse universo virtual são as denúncias. A participação popular, desde que feita de forma consciente é uma aliada, no entanto, da mesma forma que ocorre com as falsas correntes a necessidade de popularidade parece estar à frente da busca por soluções.
Há ainda aqueles que buscam os holofotes e postam as denúncias e pouco se importam com as soluções. Vale mais arrebatar comentários a buscar a resolução do problema.



 (*) Everton Santos é publicitário e jornalista (MTb Nº. 34.016/SP)

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