“Visionário é aquele que não se contenta com as aparências”, Wilson Chagas Em um passado não muito distante, um grupo de pessoa...


 “Visionário é aquele que não se contenta
com as aparências”, Wilson Chagas

Em um passado não muito distante, um grupo de pessoas estavam reunidas no estacionamento do Campus I da FAI para a apresentação de um projeto de expansão daquele espaço. Ali seria erguido um novo andar e blocos seriam construídos para abrigar novos cursos.
Mas o projeto foi descartado. E do pomposo caixa da instituição saíram recursos para a compra de uma área, às margens da rodovia.
“É no meio do nada”, diziam os incrédulos.
Mas um homem vislumbrou o crescimento urbano e até mesmo a regionalização da instituição. Começava então um novo e determinante capítulo da história da nossa faculdade, a instituição que pertence a todos nós adamantinenses.
Enquanto os novos prédios eram edificados, novos cursos “pipocavam” como fogos no céu. Foram anos de muito avanço e crescimento. A instituição municipal, formada por poucos cursos e com modesta oferta de vagas, passava a ser vista com respeito e passava a ocupar importante função social, com atendimentos em diversas áreas e suporte ao município em diversos setores.
Tudo isso acontecia com firme comando, muitas vezes polêmico e com falhas, mas com velocidade e objetivo admiráveis. O sonho de toda uma comunidade mais parecia um filho para o responsável por este capítulo da história de Adamantina.
Já consolidada e muito respeitada, a UniFAI é fruto do trabalho de muitos homens e mulheres, que sonharam e primaram pelos pilares ensino, pesquisa e educação.
Hoje, após muitos anos de sua vida dedicados a este projeto, um dos responsáveis por esta trajetória de mais de quatro décadas merece nosso reconhecimento.
Empreendedor e visionário, o professor doutor Gilson João Parisoto escreveu seu nome na história de nossa cidade.

Obrigado, professor.

“A primeira igualdade é a justiça”, Victor Hugo A intervenção do Estado é algo comum em todas as partes, em alguns casos de maneira mai...

“A primeira igualdade é a justiça”, Victor Hugo

A intervenção do Estado é algo comum em todas as partes, em alguns casos de maneira mais efetiva e em outros com mais discrição, no entanto, a implantação de ações afirmativas é uma realidade no atual contexto histórico.
A luta contra a pobreza tem se notabilizado após iniciativas governamentais receberem respaldo de órgãos internacionais, como a ONU – Organização das Nações Unidas.
Políticas públicas de distribuição de renda são exaltadas por sua importância na redução do número de famílias em situação de risco.
Apesar de serem consideradas, por muitos, como sendo populistas, tais medidas colaboraram para a redução dos níveis de pobreza extrema e alçaram milhares de famílias à condição de estabilidade econômica.
Esse premiado modelo é aplicado por outros países e tem variações com implantação sendo estudadas por outras nações. Pode-se afirmar que, no caso do Brasil, faltam filtros e ferramentas de controle para evitar desvios e uso inadequado do projeto, mas em razão dos diversos estudos e reconhecimento sua eficácia permanece intacta.
Outro exemplo de ações afirmativas é a facilitação do acesso à universidades. Este tipo de política pública é aplicado como forma de prover a população de qualificação e, em alguns casos, a própria nação de profissionais, como na Índia, por exemplo, que incentivou e custeou a formação de engenheiros, nas mais diversas especificidades para preencher a lacuna de profissionais com estas habilitações.
No Brasil, os programas de financiamento, cotas e pesquisa e extensão têm o mesmo propósito e buscam prover a população de conhecimento para ampliar sua condição econômica.
Alguns países também realizam custeio ou pagamento de trabalhadores sem ocupação, incentivam monetariamente a gestação e/ou planejamento familiar, entre tantos outros exemplos de políticas públicas criticadas por serem populistas, mas com efeitos e objetivos práticos.
Todas essas políticas, consideradas de justiça social, são alvos de críticas por parcela considerável da população e são taxadas de populistas, geralmente por aqueles que não são contemplados e/ou não precisam de tais políticas.
Na verdade, a definição de populismo é tênue, pois apesar de sua importância prática tais políticas também podem ser utilizadas de maneira equivocada, como angariar votos ou influenciar a opinião pública, mas a afirmação de que “é melhor ensinar a pescar a distribuir o peixe” é errática já que em muitos casos o cidadão em situação de risco nem sequer possui condições para tal tarefa, necessitando de amparo para se reerguer.
Justiça social não é igualdade de condições, mas sim equidade de condições. Mas para que isso ocorra sem desvios de finalidade é preciso que o homem tenha consciência e haja com ética.
Uma nação com condições ideais de vivência social e econômica é aquela que aplica suas políticas de forma a atender os interesses de todas as classes sociais, provendo a todos de oportunidades de básico convívio.
Enquanto isso, muitos classificam ações midiáticas para mostrar um político varrendo uma rua por apenas 10 segundos ou empunhando um pincel pelo exíguo período de duração dos flashes como algo normal. 

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo  sentido,  acreditou-se que todos fossem absolutamente...


“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo 
sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si”, Aristóteles
  
O discurso de ódio nas redes sociais tem crescido exponencialmente nos últimos anos. As eleições de 2014 impulsionaram uma onda de postagens agressivas nas redes sociais, situação que persiste até hoje e também é observada em outros países.
A grande maioria dos discursos procura dividir grupos em direita e esquerda, norte/nordeste e sul/sudeste, ricos e pobres, alfabetizados e analfabetos. Mas existe uma separação tão clara?
A simples definição de posicionamentos políticos, levando-se em conta apenas siglas, sem entender a complexidade e heterogeneidade da sociedade promoverá erros de avaliação repletos de clichês e preconceito.
Para compreender este assunto é preciso observar como os termos ‘à direita’ e ‘à esquerda’ foram criados.
Durante assembleias realizadas na primeira fase da Revolução Francesa, no Século 18, a população de classe média buscou o apoio dos mais pobres para reduzir os poderes da nobreza e do clero.  No entanto, os grupos não se misturaram durante a Assembleia Nacional Constituinte e ficaram separadas no salão, com pobres ‘à esquerda’ e nobres ‘à direita’.
Desta forma, ser de esquerda presumiria a defesa dos direitos dos mais pobres/trabalhadores, participação popular e igualdade de condições entre as classes, enquanto ser de direita foi associado ao conservadorismo e à elite.
Esquerda e direita indicam programas paradoxais e posições conflitantes em diversos temas, mas também convergências em outras situações. A existência de ambos é importante para toda a sociedade e estão diretamente relacionados a questões de posicionamento ideológico e, em nenhum momento, estão relacionados a qualquer tipo de desvio de conduta.
Ao longo da história, posturas radicais foram assumidas por ambas ideologias, com consequências parecidas: violência e censura contra opositores e perda de direitos por parte da população.
Enquanto a esquerda foi associada ao socialismo/comunismo, marxismo e anarquismo, por exemplo, a direita participou de ideologias totalitárias como o nazismo, fascismo e franquismo. 
Estas definições são mais flexíveis atualmente, principalmente pela diversidade das sociedades e de posições adotadas por um ou outro grupo que se distanciam de suas bases ideológicas.
As revoluções, tradicionalmente relacionadas aos grupos de esquerda, sobretudo em razão das obras de Marx e Engels, estão ligadas à direita no Brasil, como é o caso da Ditadura Militar, combatida pelos grupos de esquerda.
Estas definições são mais flexíveis atualmente, principalmente pela diversidade das sociedades e de posições adotadas por um ou outro grupo que se distanciam de suas bases ideológicas.
A Teoria das Janelas Quebradas - que abordei em outro artigo http://migre.me/vY9AU - está diretamente ligada a uma posição política de direita, ao passo que os Direitos Humanos, legislação atrelada à ideologia de esquerda, foi fruto justamente de ideais liberais de direita.
A Constituição Federal, aliás, é composta por direitos criados a partir de conceitos de direita quanto de esquerda, portanto, defender direitos fundamentais não é exclusividade de nenhuma das posições políticas.
Com o multipartidarismo, talvez até de forma exagerado no Brasil, as definições de ‘à esquerda’ e ‘à direita’ foram ainda mais diluídas, com aparecimento de divisões dentro de cada uma dessas ideologias.
A direita passa a abranger várias frentes, entre as quais liberais e conservadores, democratas-cristãos, nacionalistas, além da extrema direita. Enquanto a esquerda se divide em progressistas, socialdemocratas, socialistas democráticos, ambientalistas e a extrema-esquerda, com pensamentos extremos. O sistema político atual compreende ainda a posição de ‘centro’, com suas variações ‘à esquerda’ e ‘à direita’.
A partir destas classificações é definida uma escala ideológica, mais clara em alguns países, mas nem tanto para os brasileiros.
Um levantamento realizado durante as eleições de 2014, com cidadãos de 70 cidades espalhadas pelas cinco regiões confirmou que 41% dos mil entrevistados não souberam definir seu posicionamento ideológico, tampouco o posicionamento das principais siglas partidárias.
Os conceitos de direita e esquerda são, cada vez mais, abstratos e relativos, desta forma rotular pessoas é sinal desinformação, ignorância ou pobreza mental. Ser ‘de direita’ ou ‘de esquerda’ pouco importa, pois somos iguais, apesar das diferenças...


Commentários