“O omisso diante da violência ou arbitrariedade sócio-político-cultural e familiar torna-se cúmpl...

FAI: minha análise.

“O omisso diante da violência ou arbitrariedade sócio-político-cultural e familiar torna-se cúmplice ou vítima fatal”. (Mônicka Christi)



Inicio este texto/análise com uma crítica à imprensa local. Parte deste bombardeio de informações desencontradas deve-se à falta de transparência da instituição. A FAI é uma autarquia e tem o dever de prestar contas à sociedade.

Fração da culpa também recai sobre a sociedade. A escassa participação e inócuo interesse favorecem a permanência de amadores, aventureiros e aproveitadores (ou outros adjetivos que julgar adequados) em todos os níveis do poder. Integrantes de grupos não afinados com os princípios constitucionais da publicidade e transparência.

Antes da análise, uma breve explanação do passado: A antiga gestão da FAI administrou crise parecida, mas nada foi divulgado. A oposição inexistia. O ex-prefeito, mesmo se opondo ao ex-diretor, mantinha o “clima de respeitabilidade”. E assim tudo seguiu normalmente, até que as contas se equilibrassem.

Atualmente, a situação é diferente. Os holofotes foram direcionados para a FAI há 6 anos, quando o clima tenso de eleição integrou nosso cotidiano. Muitos candidatos e pouco espaço para discursos inovadores. Até que um deles atraiu a atenção: - Tem “coisa” errada na autarquia.

A afirmação, por mais correta que fosse ou parecesse, provocou uma avalanche de situações constrangedoras. Muitas vieram a público e, de certa forma, prejudicaram a imagem da instituição. E este foi o primeiro - e belo - tiro no pé da atual administração.

Uma nova gestão assumiu a FAI com aval do prefeito. Outro momento delicado estava instaurado. Apesar disso, pouco foi feito para sanar os ralos da instituição.

E, além de tudo, aprovaram um projeto aumentando as bolsas de estudo. À “toque de caixa”, este projeto (como tantos outros, inclusive da prefeitura), foi aprovado com estudo de impacto orçamentário feito pela metade.

Quando perceberam o prejuízo provocado pela ganância política, a opinião pública já demonstrava temor pelo futuro da instituição. Agora, caro leitor, basta rezar para as tão esperadas mudanças aconteçam.

Apesar disso, acredito que a FAI tem papel importante na região, mas não deve ser mencionada como uma instituição de caridade ou uma extensão do programa bolsa-família. A instituição tem a obrigação de oferecer ensino de qualidade, como apregoa seu slogan. E, para isso, deve cobrar o justo.

Deve dispor de professores em número e qualidade necessários. Concluir a infraestrutura necessária para os cursos ou não anunciar ilusões, como laboratórios inexistentes.

Contratações irregulares devem ser anuladas. Os requisitos exigidos pelo Conselho Estadual de Educação não podem ser burlados e documentos jamais devem ser analisados com tapa-olhos. Em dois casos recentes, as contratações supostamente estão irregulares por inúmeros motivos. Nestes casos, é necessária criteriosa análise da citada resolução... Mas, isso não deveria ter ocorrido no processo de seleção?

Ainda sobre o corpo docente, ressalta-se o fato da FAI ser uma das faculdades com maior valor pago aos professores por hora/aula. Desta forma, não é obrigação da instituição oferecer vale transporte, vale alimentação ou “vale paletó”, como fazem a Câmara e o Senado.

É obrigação, na minha opinião, ser mais justa com funcionários: eliminando referências com vencimentos abaixo do salário-mínimo; promovendo reajustes salariais anuais, pelo menos com a reposição inflacional; e, acima de tudo, proporcionando tranquilidade e segurança, com concursos e não processos-seletivos-com-critérios-discutíveis.

Os “benefícios” devem ser suspensos e as obrigações trabalhistas cumpridas com jornada fixa e ponto eletrônico, inclusive professores e cargos em comissão. Acúmulo de cargos devem ser revistos. Não há como uma pessoa acumular funções distintas, receber, mas não responder por suas obrigações!

Austeridade financeira é exigência de qualquer órgão público, mesmo com a tão esperada desvinculação da folha.

Amigo leitor. Esta é apenas uma análise superficial. Não sou um expert no assunto, no entanto, sou cidadão...


Everton Santos é publicitário e jornalista diplomado.

1 comentários:

Anônimo disse...

Éverton,você foi muito delicado.Há mais coisas no ar...
ATé.

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